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domingo, 20 de dezembro de 2009

Retalhos


Minha mocidade:
Separação de meus pais.
Morar com meus avós.
Morte de meu avô.
Pensão por morte.
Fui morar com minha mãe e irmãs.
Conheci o pai de meus filhos, com quem me casei. Meu 1º filho Leandro, após 9 anos o meu segundo filho, Lisandro 2 anos depois a filha Luana. Cresci no movimento de Clubes de Mães, depois precisei e fui trabalhar. Meu filho Lisandro foi morar com minha mãe. O marido aprontava separação aos 26 anos de casada. Filho mais velho foi morar com a noiva, compraram apartamento.
Difícil a minha separação, minha nora deu um basta e mandou-me viver.Passei a sair com amigas, me diverti bastante,tive um novo relacionamento. Minha filha noivou, logo depois de sua festa de 15 anos que foi muito linda. Terminou o noivado. Fui Mãe do Ano Porto Alegre, em 1997, logo concorri a Mãe do Ano RS, fiquei em 5º lugar, entre as 24 candidatas. Terminou o meu relacionamento. Mais uma vez nova mudança agora até de casa nova, fui morar com minha filha num aptº, com muito conforto. Surpresa de minha nora montou todo o aptº. Fui Candidata a vereadora. Trabalhei durante 14 anos, como secretária de duas médicas, entre este tempo conheci João. Íamos formar somente uma dupla ele tocando seu violão e eu cantando. Cantei tão bem, ou melhor, cantei-o bem que ele acabou por me convidar para morar com ele. Somos amigos companheiros, nosso querer é lindo, como todo mundo temos nossos problemas, mas nada que prejudique nossa vida conjugal. Eu e minha sogra fomos muito amigas, cuidei dela, mas logo ela faleceu. Antes um pouquinho, fui demitida. Montei uma Lan House e junto um brechó. Não deu certo. Minha filha casou, e foi morar em Londrina, agora já transferidos para Curitiba. As coisas nada acontecem por acaso. Há! Leandro casou de novo e Lisandro noivou de novo. Voltei ao movimento. Estou no Clube de Mães do Cristal. Assembléias, convenções, fóruns, Conselhos: Conselho de Clube de Mães de Porto Alegre-Representante do Clube autorizado pela Presidente, Sra. Madalena, CGM – jurada do concurso Mãe do Ano 2009, Fiscal de jogos e Juíza nas Olimpíadas das mulheres de clube de Mães. Suplente do COMUI - Conselho do Idoso, Delegada da Temática da Cultura, oficina de Teatro, Canto e literatura. Em fim hoje estou aqui, realizada como atriz, foi linda nossa peça, No País da Memória. Foi maravilhoso a harmonia do grupo vocal, Rendas de Saudades. E a Literatura, incrível quanta criatividade, grandes poetas, hoje sei com certeza, de médico, artista e louco, todos temos um pouco. Graça Bernardes
Retalhos de minha vida

O inicio de tudo começou no meu nascimento, fui bem recebida, minha mãe cuidava de mim como uma bonequinha, toda enfeitadinha. Tudo corria bem até que aos três anos, me apaixonei, minha mãe freqüentava uma casa de umbanda e uma vez por semana íamos lá,no caminho encontrávamos um rapaz, que para mim era muito bonito, ele me carregava no colo e me chamava de minha namorada. Um belo dia, belo não tinha nada, pois a decepção foi terrível, ele estava acompanhado de uma moça, sua namorada, e eu chorei, chorei muito, foi minha 1ª tristeza de amor.
Aos cinco anos, lavava o fogão com terra, e o chão com esfregão de aço. Minha infância e mocidade, teve muitos altos e baixos: separação de meus pais,morar com meus avós,morte do meu avô , recebimento de pensão por morte, morar com minha mãe e irmãs. Meu 1° namorado chamava-se Paulo Roberto Valdez, meu primeiro vestido de mocinha, foi um tubinho floriado leve, sapatos de salto em verniz preto. O vestido fechado atrás com zíper, dava um charme, elegância total, mostrava minhas curvas. Meu 1° noivo chamava-se Percílio. Eu o conheci por correspondência pelo jornal Ùltima Hora. Casamento a vista e eu enlouqueci, apaixonei-me por um rapaz mais moço que eu dois anos, deixei o noivo por causa dele. Meu noivo quase enlouqueceu, esteve sumido por uns tempos, a família esteve a procura dele lá em casa, depois de anos descobri que estava casado e morava em São Leopoldo. A paixão deu lugar a uma amizade e segui minha vida. Namorei muito, ia ao cinema com um, enquanto outro me esperava em casa, loucura total. Coitada da minha vó, só dizia: - Menina isto pode dar morte! Exagerada esta minha vó!