quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Dia Chuvoso, lagrimas que correm no córrego da vida. Aproveito para rever meus pensamentos, colocar em dia cenas passadas, estas que ficaram em minha memória.
Conforme a chuva cai intensa, eu me sinto tensa, parece que estou amarrada, talvez até descalça, sentindo frio. Uma linda melodia vem ao meu pensamento e cantarolo a bela letra que diz:
Sentindo frio em minha alma
O convidei pra dançar
A tua voz me acalmava
São dois pra lá dois pra cá.
Penso que sou uma mulher que procura viver intensamente, assim como a chuva que cai.
Serei um personagem, no palco encenando?
Ou serei uma mulher com sentimentos às vezes suaves, outras duros?
A vida me trouxe grande aprendizado, e minha fé me coloca de forma que procuro fazer da minha vida algo sólido. Não sei viver sem base, sem alicerces e sem objetivos. Leio meus emails, e na maioria as mensagens ali postadas me levam a lugares diferentes. Alguns me deixam tristes, outros me alegram, e ainda tem alguns que me acordam para a vida, como o som de um violino, suave musica, que reponta...
Ou até um violão com acorde mais forte, sendo o estalo bem maior, mais para ontem. Mas sei que vivo e tenho os meus momentos, estes do que sou dona. Mas, mesmo na multidão me vejo algumas vezes muito só, mesmo que braços me estendam, visualize figuras queridas, mesmo assim me pergunto: Quem sou eu de verdade, o que sou?
Já são 22 horas, cansada, vou ao meu leito encontrar abrigo, ali mãos fortes me abraçam, sinto-me protegida. Boa noite Diário. Amanhã nos encontraremos novamente.
Graça Bernardes
Correndo Risco
A história que vou contar, realmente aconteceu e foi nos nossos dias, acreditem. Maria Helena do Norte do País conheceu em um site de relacionamentos, algumas pessoas, que vivem no Sul, trocam recados, scraps, mensagens muito lindas enviadas uma para outra. Laura, uma delas passa a relatar sua vida, conta das dificuldades por que passa, tendo sido devolvido a ela pela Maria Helena, muitos conselhos. Tornam-se muito amigas que Maria Helena resolve vir ao sul visitar e se possível ver o que realmente poderia fazer espiritualmente, pois sente na amiga muita tristeza. Só para explicar melhor, Maria Helena é Mãe de Santo, e se achou na obrigação de ajudar Laura, pedindo ajuda ao Astral Superior. Maria Helena que também tem outras amigas aqui no Sul comunica que chegará ao aeroporto, em data e hora estipuladas. Ao chegar já na casa da amiga surpreendeu-se com a situação bem pior que podia imaginar afinal ser pobre, não implica em não ter cuidado com a limpeza e organização da casa. Teve vontade de voltar ao norte correndo, mas achou que tinha que ter bom senso, e tentar relevar a situação. No dia seguinte, perguntou à amiga como podia viver em tamanha desorganização, na verdade não sei qual foi a resposta, pois não me foi dito. Mas Maria Helena pagou alguém para fazer uma limpeza geral, lógico que com autorização de Laura, por incrível que pareça foi tirado vários sacos de lixo. Cortinas maltrapilhas e escuras, foram arrancadas das janelas, dividiu as peças da casa deixando os quartos mais individualizados. Disse-me M. Helena, que aconselhou que fosse a procura de um emprego para dar o necessário aos seus filhos, arrumar trabalho para o filho mais velho, preocupar-se mais com a falta que cometia com sua família. Em suma revolucionou a vida de Laura para um bem comum. Nos dias que se transcorreram conheceu a amiga Gal, seu marido e filho, sentiu-se muito bem na casa desta amiga mas ficou envergonhada de falar que gostaria de ficar ali hospedada, pois chegou a conclusão, que podia atrapalhar pois o menino filho do casal é especial. E a casa não tinha um quarto para melhor acolhe-la. Mas sentiu-se muito acarinhada por eles.
Foram duas as visitas feitas na casa de Gal. A chuva veio torrencial, prejudicando o turismo que deveria ser feito pela cidade visitada, Mas Gal resolveu assim que o sol apareceu levar a amiga acompanhada por Laura, em vários locais turístico da capital. Foi então que conheceu um pouco da tradição do povo do sul. Na opinião da Maria Helena, foi outro dia de alegria depois de tantos, chateada e emocionalmente deprimida. Mas outra alegria aconteceu, também. Conheceu a quarta amiga Sarita, que também trouxe alegria, em um dia de chuva em visita a sua cidade. Em resumo, Maria Helena, correu risco, veio sem conhecer a índole de nenhuma de nós, tendo gasto um valor muito grande em despesas, pois sua alegria foi na maioria dos dias que aqui esteve foi comprar no camelódromo.
Hoje já esta com sua família, me ligou dizendo que chegou e estava nos braços de seu amor, filhas e netas. Você teria coragem de correr tamanho risco, numa aventura como esta?


